C. Menezes Engenharia & Energia
24 jul 2020

Energia solar é ‘oportunidade importante’ para recuperação econômica, diz especialista

O governo brasileiro incluiu uma série de equipamentos de energia solar em uma lista de bens de capital que tem os impostos de importação zerados até o final de 2021.

O objetivo da medida é impulsionar os negócios, tendo em vista que a desvalorização do real em relação ao dólar aumenta os custos de componentes para geração com a tecnologia, que depende principalmente de importações da China.

A Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério da Economia, acrescentou uma dezena de módulos fotovoltaicos para energia solar, além de inversores e outros acessórios, como componentes dos chamados “trackers”, que permitem que os painéis de uma usina acompanhem o movimento do sol ao longo do dia para maximizar a produção, à lista dos chamados “ex-tarifários”.

Ao comentar a isenção de impostos de importação para produtos destinados ao uso de equipamentos para aproveitamento de energia solar, o engenheiro e diretor-executivo da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), Rodrigo Lopes Sauaia, explicou à Sputnik Brasil que a redução tributária é dada por um período limitado de tempo e é uma solicitação feita diretamente por uma empresa, que precisa ser devidamente justificada, avaliada e decidida pelo Ministério da Economia.

De acordo com ele, “essa redução não é uma redução para todo e qualquer equipamento do setor de energia solar fotovoltaica, é apenas aqueles equipamentos que estão listados na portaria, então ela abrange um número restrito e limitado de componentes”.

Com relação ao impacto que essa medida tem para o mercado e para o setor, especialista declarou que, pela ótica da cadeia produtiva dos fabricantes nacionais de equipamentos e componentes fotovoltaicos, a “medida foi mal recebida”.

“Esses fabricantes de equipamentos e componentes produzem equipamentos aqui no Brasil, e uma redução de imposto de importação efetivamente aumenta a competitividade de atratividade de equipamentos que vêm de fora e que competem, portanto, com esses equipamentos nacionais”, disse o engenheiro.

“Por outro lado, pela ótica de empresas que fazem uso desses equipamentos, as empresas que fizeram o pedido de ex-tarifários, ou efetivamente os seus clientes que fazem uso dessa tecnologia em seus projetos e sistemas finais, para esses segmentos e consumidores a visão foi positiva. Foi uma visão de que isso efetivamente pode ajudar a reduzir custos para os equipamentos do setor e para os sistemas que vão ser instalados com esses equipamentos”, acrescentou.

O especialista destacou que existe uma “oportunidade muito importante da energia solar fotovoltaica contribuir como parte da solução para a recuperação econômica e como uma alavanca capaz de atrair mais investimentos, gerar mais empregos, e inclusive ajudar com a arrecadação a fortalecer o caixa do governo federal, dos estados e municípios”.

Fonte: Sputnick Brasil

21 jul 2020

Brasil zera imposto de importação para módulos de geração de energia solar

O governo brasileiro decidiu incluir diversos equipamentos de energia solar em uma lista de bens de capital cujos impostos de importação estão zerados até o final de 2021, de acordo com publicações no Diário Oficial da União desta segunda-feira.

A medida deve ajudar a impulsionar negócios em momento em que a desvalorização do real frente ao dólar aumenta custos de componentes para geração com a tecnologia, que depende principalmente de importações da China.

Por outro lado, as poucas empresas que fabricam equipamentos solares no Brasil poderão ver pressionada sua competitividade frente aos importados, que tradicionalmente já possuem vantagens em termos de custos.

A Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério da Economia, adicionou à lista dos chamados “ex-tarifários” uma dezena de módulos fotovoltaicos para energia solar, além de inversores e outros acessórios, como componentes dos chamados “trackers”, que permitem que os painéis de uma usina acompanhem o movimento do sol ao longo do dia para maximizar a produção.

Foram beneficiados dezenas de modelos de módulos solares, incluindo monocristalinos e bifaciais, além de alguns tipos de inversores trifásicos para sistemas fotovoltaicos e componentes utilizados nos “trackers”, como unidades de controle.

Também foram isentas do imposto de importação bombas para líquidos usadas em sistemas de irrigação movidos com energia solar, segundo as resoluções da Camex.

Os impostos de importação para módulos solares habitualmente são de 12%, enquanto os inversores pagam tarifas de 14%, por exemplo, disse à Reuters o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia.

A entidade, no entanto, ainda avalia o impacto das medidas sobre o mercado, disse Sauaia, ao destacar que elas envolvem dezenas de diferentes itens.

Ele também afirmou que a associação não costuma se posicionar sobre o tema junto ao governo porque tem como associados tanto fabricantes locais quanto empresas que importam equipamentos.

A inclusão dos novos itens à lista de produtos isentos de tarifa na condição de ex-tarifários, terá efeitos a partir de 1° de agosto.

Instalações de geração solar têm crescido rapidamente no Brasil nos últimos anos e já respondem por cerca de 3 gigawatts em potência instalada, se consideradas grandes usinas.

Ainda assim, a fonte representa atualmente pouco menos de 2% da capacidade em operação no país, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com enorme potencial de expansão nas próximas décadas.

20 jul 2020

Cresce a procura por energia solar no Brasil

Reduzir gastos e valorizar questões relacionadas à sustentabilidade são algumas das tendências que ganharam força com a pandemia do novo coronavírus. A aposta em energia solar está alinhada a estas premissas não apenas em momentos de crise econômica, mas principalmente por trazer benefícios duradouros.

O mercado de energia solar está em ascensão. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), em 2019 as instalações das placas de energia limpa triplicaram. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), entre janeiro e maio de 2020 foi instalado cerca de 1 gigawatt (GW) de geração solar fotovoltaica do Brasil, fazendo com que o país alcançasse a marca de 5,5 GW de potência instalados, número considerado ainda baixo e com enorme potencial de crescimento. O Ministério de Minas e Energia (MME), por meio do Plano Decenal de Expansão de Energia, estima que a instalação de placas solares deverá quadruplicar no Brasil até 2029.

Apesar de os sistemas fotovoltaicos, que transformam raios solares em eletricidade, serem mais procurados pelos consumidores residenciais, os setores de comércio e serviços, indústrias e consumidores rurais também vêm conhecendo os ganhos e apostando nesta escolha, que favorece o consumo eficiente de energia e de recursos naturais, prevenindo a emissão de poluentes.

A C. Menezes Energia tem a solução ideal para as pequenas, médias e grandes empresas, além de atender residências urbanas e rurais no Ceará, Piauí, Maranhão, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Ligue para nós (88) 99364-3870
16 jul 2020

ONG carioca leva energia solar a favelas da Zona Sul do Rio

Fundada em outubro de 2015 com o propósito de promover o desenvolvimento sustentável das favelas através da energia solar, a ONG Revolusolar, iniciativa que tem entre os idealizadores o economista carioca Eduardo Avila, de 24 anos, prepara-se para dar um importante passo em sua trajetória. A organização social, que já atua no Chapéu Mangueira e no Morro da Babilônia, na Zona Sul do Rio, vai implementar a primeira cooperativa de energia solar em uma favela brasileira.

Inédito por aqui, o projeto-piloto inspira-se em soluções estrangeiras congêneres para juntar famílias e comerciantes de comunidades de baixa renda a fim de dividir os custos de energia via painéis solares por meio de cooperativas em que aquilo que for economizado na conta convencional possa ser a contribuição mensal para a iniciativa. “Além de ser mais em conta, é uma solução que harmoniza muito com o senso de cooperação, de comunidade e autogestão e outras características que vigoram nas favelas cariocas”, conta Avila, formado pela UFRJ e diretor-executivo da Revolusolar, que, pela iniciativa, foi finalista da competição anual Global Innovation Lab for Climate Finance, responsável por selecionar instrumentos financeiros inovadores para impulsionar ações de adaptação e mitigação às mudanças climáticas.

Ele ressalta que, na última década, os custos de equipamentos de energia solar caíram 85%, ao passo que as tarifas de energia elétrica saltaram 105% no Rio, mais que o dobro das cifras praticadas anteriormente. “Já é muito mais vantajoso você adotar as placas, que têm durabilidade média de 25 anos, do que consumir apenas energia convencional da rede. Sem contar que uma pesquisa recente aponta que a Região Metropolitana do Rio é a região brasileira mais vantajosa para se instalar essas placas, tanto pelo custo, quanto pelo fato de incidir mais sol”, reitera o jovem empreendedor, também finalista (e único representante brasileiro) do programa da ONU Young Champions on Earth, com resultado previsto para setembro deste ano.

Os materiais para instalação dos painéis serão doados pelas empresas chinesas LONGi e GoodWe, ambas líderes em produção de equipamentos para energia solar no mundo, e pela nacional Sices, à frente do segmento em solo brasileiro. Para arrecadar fundos para os outros gastos da criação da cooperativa, a exemplo de capacitação de profissionais locais para instalar e fazer manutenção das placas, uma captação de recursos é feita pelo site. “A ideia é que este novo modelo de energia seja sustentável economicamente também. A cooperativa deve ser um negócio social, gerido pelos próprios moradores. O valor mensal pago por eles vai compor um fundo comunitário, cujos recursos serão usados para remunerar os envolvidos na instalação de painéis, eletricistas, professores, etc. O restante será alocado para instalar novas placas na comunidade”, completa Avila, que com a cooperativa vai beneficiar, inicialmente, trinta famílias (leia-se cerca de 130 pessoas, contando os profissionais locais contratados).

Fonte: https://vejario.abril.com.br/cidade/ong-carioca-energia-solar-favelas-zona-sul/

15 jul 2020

5 motivos para instalar energia solar na sua casa com a C. Menezes

Além do Brasil ser um dos melhores lugares como potencial energético solar no mundo, a energia fotovoltaica é renovável, reduz custos e está em alta. Artistas como Bruno Gagliasso, Michel Teló, Rafael Cardoso, Dudu Azevedo, Isis Valverde, José Loreto, Igor Rickly e Aline Wirley, entre outros, já aderiram ao uso da energia solar em suas propriedades.

Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de 2012 até 2019 já foram instalados mais de 134 mil sistemas fotovoltaicos no país. “Mas, apesar do avanço, o Brasil continua com o aproveitamento abaixo do seu potencial. Países como China, Japão, Estados Unidos, Alemanha, Itália e a Espanha já estão usando o potencial solar em grande escala”, explica José Vitor Salm, Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento e Suporte Técnico da Renovigi, uma das principais fabricantes de sistema fotovoltaico do país.

Confira 5 motivos indicados pelo José Vitor para aderir à energia solar:

1 – Economia na conta de luz

Esse é o principal atrativo. Com a utilização do sistema é possível chegar a 95% de economia e o investimento costuma sair em torno de R$ 15 mil, pensando em uma residência da média brasileira, para uma família de quatro pessoas. Dependendo do tamanho do imóvel, do consumo de potência e dos equipamentos utilizados, é necessária uma quantidade maior de módulos fotovoltaicos, o que encarece o processo.

2 – Retorno do investimento em curto prazo

Para fazer a utilização do sistema residencial é necessário um investimento inicial, mas o retorno não demora e o novo equipamento se paga em um prazo médio de 4 anos, dependendo do sistema instalado. Após esse período, a economia é lucro.

3 – Pouca manutenção

Outra vantagem do sistema solar residencial é o seu período de revisão, que é considerado baixo. A limpeza dos módulos pode ser feita pelo próprio consumidor, o que já reduz gastos, e só precisa ser feita quando os painéis estiverem muito sujos, o que demora a acontecer, já que a própria chuva ajuda na limpeza da poeira. No entanto, uma vez por ano é necessária uma inspeção elétrica do seu sistema para que ele siga trabalhando com qualidade.

4 – Vida útil

Após a instalação dos painéis fotovoltaicos, o período de vida útil é de mais ou menos 25 anos. A instalação que chegar ao seu 25º ano de utilização, provavelmente ainda terá 80% das suas funções funcionando em comparação com o dia da instalação inicial.

5 – Valorização do imóvel

O preço médio das propriedades que contam com o conjunto tem até 10% de aumento. Além de ser um investimento que garante a economia de energia, o sistema também faz com que o seu bem valha mais.
15 jul 2020

Tiny house de 8 m² movida por energia solar e eólica é a moradia do futuro

A busca por residências que priorizem a sustentabilidade é uma das principais questões para o público mais jovem, que possui um estilo de vida diferente de outras gerações. Esse grupo é a aposta para a venda da Ecocapsule, projetada pelo estúdio Nice Architects para um concurso de arquitetura e design.

A casa, com espaço interno de 8 m² e “ideal para duas pessoas”, ganhou vida e sucesso após o evento, embora não tenha levado o prêmio na competição. A primeira delas foi construída em 2014, a partir de espuma, fibra de vidro e aço.

Ecocapsule - Divulgação - Divulgação
Projeto para duas pessoas tem “prazo de vida médio”

Imagem: Divulgação

Quem busca pela Ecocapsule?

Ecocapsule - Divulgação - Divulgação
A casa com 8 m² foi projetada para servir acessibilidade, mas despertou interesse da elite estadunidense

Imagem: Divulgação

A tiny house tinha como intuito principal servir pessoas que queriam viver fora das habituais residências em centros urbanos, como uma espécie de refúgio, ou também como uma solução rápida de moradia para quem não pudesse arcar com altas despesas da casa própria.

As previsões, no entanto, foram completamente diferentes. A Ecocapsule despertou interesse da alta sociedade de Nova York e do Vale do Silício, que a procuravam para criar um estúdio para trabalho — sendo realocadas, inclusive, para topos de prédios.

Ecocapsule - prédio - Divulgação - Divulgação
Ecocapsule colocada no topo de um prédio à direita da imagem

Imagem: Divulgação

Com essa demanda, os responsáveis pelo projeto criaram dois tipos de projetos: a original, que pode ser adquirida por US$ 90 mil (cerca de R$ 480 mil), e a mais barata, a Space, de US$ 56 mil (aproximadamente R$ 290 mil).

“Muitos podem considerar o preço acima do limite”, comenta o projetista Igor Zácek. “Esse custo é consequência das mais recentes tecnologias inteligentes e sustentáveis”.

Ecocapsule - sustentabilidade - Divulgação - Divulgação
A tiny house é movida por uma bateria e energia eólica e solar

Imagem: Divulgação

A sustentabilidade é uma das principais vantagens da Ecocapsule, que funciona a partir de energias eólica e solar, emitindo menos gás carbônico para o meio ambiente.

Seu formato oval contribui da mesma forma, retendo o calor e coletando água da chuva, que passa por um sistema de filtragem próprio.

Além das duas formas alternativas de energia, uma bateria elétrica mantém o funcionamento da casa, podendo durar por quatro dias sozinha.

08 jul 2020

FSM- O contador bidirecional para detecção do consumo de energia na residência.

O Fronius Smart Meter é um contador bidirecional para a otimização do consumo da energia própria e para detectar curvas de carga da residência. Graças à elevada precisão de medição e rápida comunicação através da interface Modbus RTU, no limite de alimentação, é possibilitado um controle dinâmico mais rápido e preciso da alimentação do que nos contadores S0.

Junto com o Fronius Solar.web, o Fronius Smart Meter possibilita uma representação clara do consumo de energia própria. Na solução de armazenamento Fronius Energy Package com Fronius Symo Hybrid, o Fronius Smart Meter garante uma gestão precisa de diferentes fluxos de energia, com isso, a gestão geral de energia é otimizada. O Fronius Smart Meter é adequado para o uso com os inversores Fronius Symo, Fronius Symo Hybrid, Fronius Galvo, Fronius Primo, Fronius Eco ou com o Fronius Datamanager 2.0.

Detalhes do produto

DADOS GERAIS

Tensão nominal 400 – 415 V
Corrente máxima 3 x 50 000 A
Seção transversal de conexão do caminho de corrente 0,05 – 4 mm²
Seção transversal de conexão da comunicação & condutor neutro 0,05 – 4 mm²
Consumo próprio 2,5 W
Corrente inicial 40 mA
Classe de precisão 1
Precisão da energia reativa Classe B (EN50470)
Precisão da energia ativa Classe 2 (EN/IEC 62053-23)
Sobrecarga (curto período) 30 x Imax / 0,5 s
Montagem Montagem interna (trilho)
Caixa 4 módulos DIN 43880
Grau de proteção IP 51 (painel de comando), IP 20 (bornes de conexão)
Display LCD de 8 dígitos
Área de trabalho -5 – +55°C
Dimensão (largura) 89 mm
Dimensão (altura) 71,2 mm
Dimensão (profundidade) 65,6 mm
Interface do inversor Modbus RTU (RS485)
08 jul 2020

Keep Cool – como a tecnologia de resfriamento ativo faz os inversores terem um desempenho máximo

Sabe-se que altas temperaturas ambientes não apenas influenciam o rendimento do sistema fotovoltaico como também podem ter enormes efeitos sobre a vida útil dos inversores. Ao contrário de muitos outros fabricantes, a Fronius utiliza resfriamento ativo na eletrônica de potência e não resfriamento passivo. Além de evitar hot spots, o foco dessa escolha é otimizar o rendimento assim como projetar os sistemas de forma flexível e de fácil manuseio.

Resfriamento ativo vs. passivo

No resfriamento passivo, utiliza-se a convecção natural e não se utiliza nenhum ventilador ou se utilizam apenas ventiladores internos. O uso de grandes dissipadores térmicos também deixa o equipamento pesado, o que dificulta o manuseio e o transporte. Já a tecnologia de resfriamento ativo conta com um ou mais ventiladores, que não apenas evitam campos de calor, mas também regulam a circulação de ar na parte interna do inversor e mantêm assim a temperatura da eletrônica de potência baixa.

Flexibilidade máxima na concepção dos sistemas e na montagem

Já que os equipamentos resfriados de forma passiva apresentam, muitas vezes, rastreadores de Maximum Power Point com uma limitada intensidade de corrente, geralmente só é possível conectar uma cadeia de módulos por rastreador. Isso ocorre porque intensidades de corrente mais altas também provocam temperaturas mais altas nos componentes.  Em equipamentos resfriados de forma ativa, em contrapartida, é possível dissipar mais calor, o que permite intensidades de corrente mais altas, de modo que mais cadeias paralelas podem ser conectadas. Isso significa uma maior flexibilidade no design do sistema.

Na montagem, os inversores com resfriamento ativo também proporcionam máxima flexibilidade. Ao contrário do que acontece quando o resfriamento é passivo, os equipamentos com sistema de resfriamento ativo podem ser montados num telhado em posição vertical, horizontal e até plana. Isso é possível porque o ar frio é aspirado lateralmente e o ar aquecido é dissipado por cima. Com uma dissipação de calor até cinco vezes maior em comparação com a variante passiva, o resfriamento ativo possibilita que os equipamentos também sejam colocados em locais com maior radiação solar.

Tecnologia sem manutenção, com economia de custos

Para cumprir o respectivo serviço de garantia, todos os fabricantes de sistemas de resfriamento passivo preveem que os equipamentos passem por manutenção em intervalos periódicos. Diversos fatores no inversor, como limpeza dos dissipadores térmicos, status operacional do sistema, conexões de cabo e conexão à terra, precisam ser inspecionados e assegurados por uma pessoa especializada até duas vezes por ano.   Já os inversores com sistema de resfriamento ativo são, geralmente, livres de manutenção, o que gera bem menos custos correntes. Mesmo nesse caso, porém, não é recomendado que as inspeções periódicas deixem de ser realizadas por completo, principalmente quando o local de utilização é exposto a muita poeira ou sujeira.

Efeito positivo sobre a vida útil

Como a vida útil dos componentes eletrônicos depende fortemente da temperatura, isso significa que, quanto mais quentes eles ficam, maior a probabilidade de apresentarem defeito.

Por isso, há uma regra muito citada que diz:

„A cada aumento de 10 °C na temperatura, a vida útil diminui aproximadamente pela metade.“

Por isso, no resfriamento ativo, os componentes eletrônicos são resfriados por ventiladores internos, o que aumenta a vida útil da eletrônica de potência. Ao mesmo tempo, isso significa uma substancial economia de custos, já que os diferentes componentes são bastante preservados e, portanto, precisam ser reparados com menos frequência.

Em inversores com resfriamento passivo, em contrapartida, podem ocorrer hot spots locais devido à limitada dissipação de calor, o que reduz bastante a vida útil.

 

1* Resfriamento Passivo
2* Resfriamento Ativo

Otimização do rendimento com resfriamento ativo

Para evitar um superaquecimento dos componentes eletrônicos, é realizado o „derating“, uma redução controlada da potência. Em inversores resfriados ativamente, o efeito de resfriamento pelos ventiladores é bem mais forte do que quando o sistema de resfriamento é passivo, caso em que as perdas de rendimento são elevadas.

Como se pode ver no gráfico, o inversor resfriado passivamente já ativa um derating de potência em temperaturas ambientes de 30 °C, ao passo que o inversor Fronius resfriado ativamente só inicia esse processo a partir de 40 °C.

01 jul 2020

Estado do Rio vai dar desconto no ICMS para quem gerar energia solar

Os contribuintes do Estado do Rio que tiverem pequenos geradores de energia solar fotovoltaica, que injetam na rede elétrica a produção de placas solares que excedem o consumo mensal, terão isenção no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que é cobrado pela geração de energia. O benefício é resultado da nova lei estadual 8.922/2020, de autoria original do deputado estadual André Ceciliano (PT) e aprovada pela Assembleia Legislativa (Alerj). A nova lei foi sancionada pelo governador Wilson Witzel e publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira, 1º, portanto, já está em vigor.Leia Mais

24 jun 2020

Complexo do Pecém celebra conclusão de usina de energia solar fotovoltaica

Já está pronta a obra da microusina de energia solar fotovoltaica do Complexo do Pecém, no estado do Ceará. O novo equipamento levou três semanas para ficar pronto e possui 189 módulos fotovoltaicos (placas solares) com capacidade de gerar por ano até 104.600 kWh de energia elétrica, por meio da luz do sol, para o condomínio de salas do Bloco de Utilidades e Serviços (BUS), que tem o consumo médio anual de 148.896 kWh.

A instalação da nova usina se alinha com o planejamento estratégico do Complexo do Pecém de buscar cada vez mais o desenvolvimento sustentável. No novo equipamento foram investidos R$ 400 mil para resultar em uma economia de aproximadamente R$ 84 mil/ano em energia elétrica. A expectativa é que em 4,7 anos o investimento na usina traga o retorno esperado.

“A geração de energia elétrica através de fontes renováveis já é uma realidade no nosso cotidiano, o aproveitamento enérgico através de recursos naturais é regulamentado pela norma da ANEEL nº 482, permitindo qualquer pessoa ou empresa se converter em um produtor de eletricidade a partir de energia solar em instalações de Micro (até 75 kW) e Mini Geração (até 1 MW). Ao final do período de pay-back (indicador do tempo de retorno de um investimento), o custo fixo relativo a da energia elétrica do nosso BUS será reduzido em 70%”, conclui Fábio Abreu, diretor executivo de Engenharia do Complexo do Pecém.

Além de suprir energia elétrica, o projeto também desenvolve a cultura da inovação através da utilização de uma fonte renovável de energia, melhorando a qualidade das instalações e resultando em conforto aos usuários, já que os módulos responsáveis pela captação da energia do sol foram utilizados para prover sombra em parte do estacionamento de veículos do BUS, localizado próximo ao gate 1 do Terminal Portuário do Pecém.

A instalação do novo equipamento vai ainda de encontro à Resolução 2.650 da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que em 2012 instituiu o Índice de Desempenho Ambiental (IDA) para incentivar práticas sustentáveis através de instrumentos de acompanhamento e controle de gestão ambiental em instalações portuárias, como o Porto do Pecém.

Dentre os quatro indicadores/categorias que compõem o IDA, estão: o econômico-operacional; o sociológico-cultural; o físico-químico; e o biológico-ecológico. Os dois últimos têm por objetivo avaliar dentro das operações portuárias a gestão ambiental; a educação e saúde; o consumo de água; a qualidade do ar; o nível de ruído e a biodiversidade com o monitoramento da flora e fauna na área do porto e seu entorno.

“Dentro deste contexto destacamos que a gestão portuária sempre desenvolve o processo de gerenciamento ambiental portuário buscando por soluções que integrem a operação portuária com o meio ambiente, dando suporte para a criação de projetos adequados à legislação ambiental e definindo o planejamento estratégico operacional com o objetivo de evitar a menor interferência possível no meio ambiente. Assim conseguimos obter uma operação portuária mais eficaz e mais eficiente”, afirma Ieda Passos, gerente de Meio Ambiente e Segurança do Trabalho do Complexo do Pecém.

A quantidade de CO2 poupada por conta da utilização de energia solar para esta usina foi calculada para 25,9 ton de CO2 por ano, isto equivale a redução na emissão de CO2 correspondente ao plantio de 104 árvores. Por isso, os executivos do Complexo do Pecém acreditam que a adoção de uma fonte renovável também poderá alavancar a posição do Porto do Pecém no Índice de Desempenho Ambiental (IDA) da Antaq.

Estacionamento para veículos elétricos

Além do estacionamento coberto com placas solares no Bloco de Utilidade e Serviços (BUS), o Complexo do Pecém possui ainda no estacionamento do seu prédio administrativo, desde o início desse ano, vaga exclusiva para veículos híbridos e elétricos com torre de carregamento padrão (plug modelo T2 – 32 amperes) e configuração compatível com veículos das principais montadoras.

“No Brasil, os primeiros veículos híbridos começaram a circular em 2007. Em Fortaleza já são vários os pontos existentes e não se observava nada na região do Complexo do Pecém. Foi aí que tivemos a ideia de implantar nossa primeira vaga para veículo sustentável. O ponto de carregamento de energia elétrica é público e representa o início de uma série de projetos e ações a serem implantadas”, afirma Márcio Mamede – Assessor de Qualidade e Inovação do Complexo do Pecém.