C. Menezes Engenharia & Energia
30 nov 2020

Ceará recebe 1º ônibus 100% elétrico movido a energia solar

O distrito de Pecém, no Ceará, recebeu seu primeiro ônibus 100% elétrico alimentado por energia solar. Visando atender as demandas por deslocamento de funcionários até à usina térmica (UTE) da companhia de energia EDP, o ônibus tem autonomia 300 km, e lida com folga o percurso entre o município de São Gonçalo do Amarante à companhia de energia.

Construído em chassi da BYD e carroceria da Marcopolo, o veículo conta com dois motores de 148 cavalos de potência e está sendo operado todos os dias pela Gertaxi, levando funcionários entre Fortaleza e São Gonçalo do Amarante, em Pecém, onde está localizada a usina térmica. O trajeto é de cerca de 70 km, uma tarefa fácil para a bateria do ônibus elétrico.

Para suprir a demanda energética do ônibus elétrico, em toda a usina foram instaladas 183 placas solares para garantir independência da energia fornecida para o veículo da produção da UTE. A recarga da empresa está sendo feita no próprio estacionamento da companhia, próxima a uma estação de recarga para veículos elétricos convencional.

a  Olhar Digital/Reprodução

A introdução do ônibus é a primeira fase de aplicação desse projeto de deslocamento ecológico. A segunda fase determina a instalação de filmes fotovoltaicos orgânicos (Organic Photovoltaic, “OPV”) compostos por células que geram energia elétrica a partir da luz solar.

Nesse caso, as células serão testadas em diversas condições climáticas do Nordeste para assegurar sua viabilidade para suprir a demanda energética de serviços de dentro do veículo — como entradas USB, iluminação, sistema de som e outros — diminuindo a dependência da carga das baterias.

Estação de recarga do ônibus.Estação de recarga do ônibus.Fonte:  Olhar Digital/Reprodução 

Tendência global

Esse modelo de ônibus elétrico já ganhou outras versões em outros países. No Alasca, Estados Unidos, estudantes ganharam um ônibus escolar totalmente elétrico em outubro. O veículo se tornou responsável pelo deslocamento dos estudantes da pequena cidade de Tok, substituindo um dos ônibus alimentados por motor a combustão.

Assim como o modelo brasileiro, a ônibus escolar elétrico também recebeu painéis solares exclusivos para alimentação das baterias, fornecido pela Tok Transportation. Parte delas foi inserida no sobre o veículo, a fim de otimizar o sistema elétrico do transporte.

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04 nov 2020

Mercado financeiro aposta no financiamento de geração de energia em casa

Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) estão ganhando força como forma de financiar projetos de empresas do setor de energia, em especial de geração distribuída. A Valora Investimentos, gestora especializada em FIDCs, Crédito Privado e Fundos imobiliários, confirma essa tendência e negocia com empresas para estruturar dois fundos no segmento. “A busca por alternativas de energia renováveis é um movimento observado no mundo inteiro. De fato, este mercado está em franco crescimento e o Brasil possui um grande potencial para se desenvolver”, comenta Carlos Sartori, sócio da Valora.

A Geração Distribuída é a energia elétrica produzida no local de consumo ou próximo a ele, principalmente de fonte solar. O crescimento no número de instalações ao longo dos anos reforça o aumento da demanda dos consumidores. Em 2019, houve um crescimento de mais de 200% na instalação de novos equipamentos, quando comparado com o ano de 2018, segundo dados da Greener e ANEEL.

E mesmo com a crise do coronavírus, os FIDCs estão sendo muito utilizados em soluções estruturadas de funding de longo prazo para as empresas. No primeiro semestre de 2020, o volume geral de emissões no mercado de capitais doméstico foi 14% menor que no mesmo período em 2019. Enquanto isso, o volume de emissões de FIDCs foi 20% maior, de acordo com dados da Anbima.

04 nov 2020

Mais competitiva, energia solar cresce, gera emprego e mira inclusão

Mesmo na pandemia, setor cresceu 45% no primeiro semestre e gerou 47 mil novos empregos; futuro é promissor, mas esbarra em fatores como dólar e logística

As instalações de energia solar são tendência no Brasil e no mundo. Desde 2012, a fonte é uma das que mais cresce no país. Foi justamente naquele ano que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publicou a resolução normativa 482, que criou regras e permitiu aos consumidores realizarem a troca da energia gerada com a da rede elétrica. Logo em seguida, no ano de 2013, aconteceram os primeiros leilões estaduais para a instalação de usinas de energia solar e, em 2014, ocorreram os leilões federais para a construção das usinas de grande porte para atender a população — a maior delas está localizada na cidade de São Gonçalo, no Piauí, inaugurada em janeiro de 2020. Esses marcos, ainda que recentes, são fundamentais para explicar o crescimento dessa fonte renovável no Brasil. Outro fator muito importante para o bolso dos empresários e da população em geral — e que é uma consequência dessa evolução rápida — tem relação com a queda de preço da geração, ano após ano. Nos últimos 10 anos, houve uma drástica redução, de 85% do custo, associado à ampliação, ainda que pequena, da nacionalização da produção e aos programas de isenção de impostos do governo.

Dessa forma, apesar da pandemia, o setor apresentou crescimento de 45% em número de instalações no primeiro semestre de 2020 no Brasil. Consequentemente, foi capaz de gerar emprego em um dos momentos mais difíceis da história do país, fragilizado pela crise de saúde. Ao todo, foram abertos 47 mil novos postos de trabalho em toda a cadeia, que vai dos engenheiros até os técnicos de instalação. “O setor tem muita resiliência e pode ser uma alavanca importante para acelerar a recuperação da economia brasileira. São mais de 190 mil empregos acumulados desde 2012, mostrando a robustez do setor, que já crescia mesmo em outras crises, como as de 2015 e 2016”, comenta Rodrigo Sauaia, presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, que foi a responsável pelo estudo. Sauaia ainda lembra que os investimentos privados no setor somam 33 bilhões de reais desde 2012 e que o Brasil apresenta 6,4 gigawatts (GW) de potência operacional da fonte solar fotovoltaica, apesar de ela representar atualmente pouco menos de 2% da capacidade em operação no país.

Hoje, a tecnologia é muito competitiva e capaz de produzir energia a preços menores do que se os consumidores a comprassem de terceiros. A alta competitividade aliada à abertura de novas linhas de financiamento permitem a inclusão da energia solar também para a população de baixa renda, prova disso é que está nos planos do setor a instalação desses sistemas nas casas do programa Casa Verde e Amarela, anunciado em agosto para substituir o antigo Minha Casa, Minha Vida. Essas medidas prometem derrubar o mito de que a energia solar foi feita somente para os ricos.

Em agosto, o governo federal decidiu zerar a alíquota de importação de diversos equipamentos de energia solar. Os impostos de importação para módulos solares são, em média, de 12%, enquanto os inversores pagam tarifas de 14%. A isenção é válida até o fim de 2021 e divide opiniões entre os especialistas. As empresas que suplicaram pela medida receberam a notícia de forma positiva, afinal, a mudança deve provocar redução de custos. Por outro lado, há críticas de que os produtos que tiveram as alíquotas zeradas são voltados para projetos de geração centralizada, como as grandes fazendas solares, gerando pouco benefício para os pequenos consumidores. Além disso, as fabricantes nacionais devem enfrentar ainda mais dificuldades, em vista que a nacionalização da produção ainda é pequena. Logo, as fabricantes locais esperam que a medida aumente ainda mais a concorrência, que já considera desleal. A isenção, por esse ponto de vista, se transformou num desafio adicional para a produção brasileira.

A reforma tributária também está na mira do setor. O governo estuda a criação do chamado “imposto verde”, com o objetivo de diminuir as emissões de carbono na atmosfera e frear o aquecimento global, além de tentar reduzir o desmatamento no país, por meio da destinação de parte da arrecadação para fundos com esse propósito. A adoção desse imposto pode impulsionar a geração de energia solar do país, por ser uma das fontes renováveis mais competitivas atualmente. “Temos uma oportunidade importantíssima a curto prazo, junto com o Congresso Nacional, de incorporar um tratamento tributário positivo para a energia solar nessa reforma”, afirma o presidente da Absolar.

24 jul 2020

Energia solar é ‘oportunidade importante’ para recuperação econômica, diz especialista

O governo brasileiro incluiu uma série de equipamentos de energia solar em uma lista de bens de capital que tem os impostos de importação zerados até o final de 2021.

O objetivo da medida é impulsionar os negócios, tendo em vista que a desvalorização do real em relação ao dólar aumenta os custos de componentes para geração com a tecnologia, que depende principalmente de importações da China.

A Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério da Economia, acrescentou uma dezena de módulos fotovoltaicos para energia solar, além de inversores e outros acessórios, como componentes dos chamados “trackers”, que permitem que os painéis de uma usina acompanhem o movimento do sol ao longo do dia para maximizar a produção, à lista dos chamados “ex-tarifários”.

Ao comentar a isenção de impostos de importação para produtos destinados ao uso de equipamentos para aproveitamento de energia solar, o engenheiro e diretor-executivo da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), Rodrigo Lopes Sauaia, explicou à Sputnik Brasil que a redução tributária é dada por um período limitado de tempo e é uma solicitação feita diretamente por uma empresa, que precisa ser devidamente justificada, avaliada e decidida pelo Ministério da Economia.

De acordo com ele, “essa redução não é uma redução para todo e qualquer equipamento do setor de energia solar fotovoltaica, é apenas aqueles equipamentos que estão listados na portaria, então ela abrange um número restrito e limitado de componentes”.

Com relação ao impacto que essa medida tem para o mercado e para o setor, especialista declarou que, pela ótica da cadeia produtiva dos fabricantes nacionais de equipamentos e componentes fotovoltaicos, a “medida foi mal recebida”.

“Esses fabricantes de equipamentos e componentes produzem equipamentos aqui no Brasil, e uma redução de imposto de importação efetivamente aumenta a competitividade de atratividade de equipamentos que vêm de fora e que competem, portanto, com esses equipamentos nacionais”, disse o engenheiro.

“Por outro lado, pela ótica de empresas que fazem uso desses equipamentos, as empresas que fizeram o pedido de ex-tarifários, ou efetivamente os seus clientes que fazem uso dessa tecnologia em seus projetos e sistemas finais, para esses segmentos e consumidores a visão foi positiva. Foi uma visão de que isso efetivamente pode ajudar a reduzir custos para os equipamentos do setor e para os sistemas que vão ser instalados com esses equipamentos”, acrescentou.

O especialista destacou que existe uma “oportunidade muito importante da energia solar fotovoltaica contribuir como parte da solução para a recuperação econômica e como uma alavanca capaz de atrair mais investimentos, gerar mais empregos, e inclusive ajudar com a arrecadação a fortalecer o caixa do governo federal, dos estados e municípios”.

Fonte: Sputnick Brasil

21 jul 2020

Brasil zera imposto de importação para módulos de geração de energia solar

O governo brasileiro decidiu incluir diversos equipamentos de energia solar em uma lista de bens de capital cujos impostos de importação estão zerados até o final de 2021, de acordo com publicações no Diário Oficial da União desta segunda-feira.

A medida deve ajudar a impulsionar negócios em momento em que a desvalorização do real frente ao dólar aumenta custos de componentes para geração com a tecnologia, que depende principalmente de importações da China.

Por outro lado, as poucas empresas que fabricam equipamentos solares no Brasil poderão ver pressionada sua competitividade frente aos importados, que tradicionalmente já possuem vantagens em termos de custos.

A Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério da Economia, adicionou à lista dos chamados “ex-tarifários” uma dezena de módulos fotovoltaicos para energia solar, além de inversores e outros acessórios, como componentes dos chamados “trackers”, que permitem que os painéis de uma usina acompanhem o movimento do sol ao longo do dia para maximizar a produção.

Foram beneficiados dezenas de modelos de módulos solares, incluindo monocristalinos e bifaciais, além de alguns tipos de inversores trifásicos para sistemas fotovoltaicos e componentes utilizados nos “trackers”, como unidades de controle.

Também foram isentas do imposto de importação bombas para líquidos usadas em sistemas de irrigação movidos com energia solar, segundo as resoluções da Camex.

Os impostos de importação para módulos solares habitualmente são de 12%, enquanto os inversores pagam tarifas de 14%, por exemplo, disse à Reuters o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia.

A entidade, no entanto, ainda avalia o impacto das medidas sobre o mercado, disse Sauaia, ao destacar que elas envolvem dezenas de diferentes itens.

Ele também afirmou que a associação não costuma se posicionar sobre o tema junto ao governo porque tem como associados tanto fabricantes locais quanto empresas que importam equipamentos.

A inclusão dos novos itens à lista de produtos isentos de tarifa na condição de ex-tarifários, terá efeitos a partir de 1° de agosto.

Instalações de geração solar têm crescido rapidamente no Brasil nos últimos anos e já respondem por cerca de 3 gigawatts em potência instalada, se consideradas grandes usinas.

Ainda assim, a fonte representa atualmente pouco menos de 2% da capacidade em operação no país, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com enorme potencial de expansão nas próximas décadas.

20 jul 2020

Cresce a procura por energia solar no Brasil

Reduzir gastos e valorizar questões relacionadas à sustentabilidade são algumas das tendências que ganharam força com a pandemia do novo coronavírus. A aposta em energia solar está alinhada a estas premissas não apenas em momentos de crise econômica, mas principalmente por trazer benefícios duradouros.

O mercado de energia solar está em ascensão. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), em 2019 as instalações das placas de energia limpa triplicaram. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), entre janeiro e maio de 2020 foi instalado cerca de 1 gigawatt (GW) de geração solar fotovoltaica do Brasil, fazendo com que o país alcançasse a marca de 5,5 GW de potência instalados, número considerado ainda baixo e com enorme potencial de crescimento. O Ministério de Minas e Energia (MME), por meio do Plano Decenal de Expansão de Energia, estima que a instalação de placas solares deverá quadruplicar no Brasil até 2029.

Apesar de os sistemas fotovoltaicos, que transformam raios solares em eletricidade, serem mais procurados pelos consumidores residenciais, os setores de comércio e serviços, indústrias e consumidores rurais também vêm conhecendo os ganhos e apostando nesta escolha, que favorece o consumo eficiente de energia e de recursos naturais, prevenindo a emissão de poluentes.

A C. Menezes Energia tem a solução ideal para as pequenas, médias e grandes empresas, além de atender residências urbanas e rurais no Ceará, Piauí, Maranhão, Paraíba e Rio Grande do Norte.

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16 jul 2020

ONG carioca leva energia solar a favelas da Zona Sul do Rio

Fundada em outubro de 2015 com o propósito de promover o desenvolvimento sustentável das favelas através da energia solar, a ONG Revolusolar, iniciativa que tem entre os idealizadores o economista carioca Eduardo Avila, de 24 anos, prepara-se para dar um importante passo em sua trajetória. A organização social, que já atua no Chapéu Mangueira e no Morro da Babilônia, na Zona Sul do Rio, vai implementar a primeira cooperativa de energia solar em uma favela brasileira.

Inédito por aqui, o projeto-piloto inspira-se em soluções estrangeiras congêneres para juntar famílias e comerciantes de comunidades de baixa renda a fim de dividir os custos de energia via painéis solares por meio de cooperativas em que aquilo que for economizado na conta convencional possa ser a contribuição mensal para a iniciativa. “Além de ser mais em conta, é uma solução que harmoniza muito com o senso de cooperação, de comunidade e autogestão e outras características que vigoram nas favelas cariocas”, conta Avila, formado pela UFRJ e diretor-executivo da Revolusolar, que, pela iniciativa, foi finalista da competição anual Global Innovation Lab for Climate Finance, responsável por selecionar instrumentos financeiros inovadores para impulsionar ações de adaptação e mitigação às mudanças climáticas.

Ele ressalta que, na última década, os custos de equipamentos de energia solar caíram 85%, ao passo que as tarifas de energia elétrica saltaram 105% no Rio, mais que o dobro das cifras praticadas anteriormente. “Já é muito mais vantajoso você adotar as placas, que têm durabilidade média de 25 anos, do que consumir apenas energia convencional da rede. Sem contar que uma pesquisa recente aponta que a Região Metropolitana do Rio é a região brasileira mais vantajosa para se instalar essas placas, tanto pelo custo, quanto pelo fato de incidir mais sol”, reitera o jovem empreendedor, também finalista (e único representante brasileiro) do programa da ONU Young Champions on Earth, com resultado previsto para setembro deste ano.

Os materiais para instalação dos painéis serão doados pelas empresas chinesas LONGi e GoodWe, ambas líderes em produção de equipamentos para energia solar no mundo, e pela nacional Sices, à frente do segmento em solo brasileiro. Para arrecadar fundos para os outros gastos da criação da cooperativa, a exemplo de capacitação de profissionais locais para instalar e fazer manutenção das placas, uma captação de recursos é feita pelo site. “A ideia é que este novo modelo de energia seja sustentável economicamente também. A cooperativa deve ser um negócio social, gerido pelos próprios moradores. O valor mensal pago por eles vai compor um fundo comunitário, cujos recursos serão usados para remunerar os envolvidos na instalação de painéis, eletricistas, professores, etc. O restante será alocado para instalar novas placas na comunidade”, completa Avila, que com a cooperativa vai beneficiar, inicialmente, trinta famílias (leia-se cerca de 130 pessoas, contando os profissionais locais contratados).

Fonte: https://vejario.abril.com.br/cidade/ong-carioca-energia-solar-favelas-zona-sul/